terça-feira, 17 de maio de 2011

O Rock nacional ainda vive

Diferente do que muitos pensam o rock nacional ainda vive. O enredo mudou, não é mais o discurso de protesto político típico das bandas do anos 80, o estilo também mudou e principalmente mudou também o glamour em torno do rock, hoje a maioria das bandas boas são desconhecidas do grande público, restando Restart, Nx Zero e outras bandas fracas que vigoram na mídia brasileira, mas isso não é uma tendência nova.
Já divulguei aqui três bandas de rock boas e atuantes no cenário nacional: Vanguart, Pullovers e Apanhador Só.
Venho aqui divulgar mais uma porção delas em um único post. Muitas que vou divulgar aqui não conheço a fundo. Acho que as bandas atuais tem sim seus problemas, algumas estragam sua qualidade por um vocal ruim, outras inovam demais fazendo o som não ficar tão agradável para o publico, não que eu ache que o artista tem que se adaptar ao público, mas é um fato que dificulta a divulgação.
Chega de papo e vamos a divulgação.

Moptop - banda carioca, manda um estilo The Strokes e é a minha favorita dessas novas bandas, infelizmente eles estão parados.


Autoramas:


Monno - Banda mineira que confesso achar o vocalista meio chato, mas curto essa música abaixo:


Ludov - Essa vocalista é muito boa


Vanguart - Já divulgada aqui, mas vale divulgar mais uma.




Bom nesse post foram divulgadas 5 bandas, ainda tem mais duas já divulgadas anteriormente. Com certeza tem mais algumas que me deram branco. No post que vem postarei mais 3 (mas é que tem uma característica específica)
Ou seja já são 10 bandas do cenário atual e que pouco são ouvidas.
Mas além das que citei temos ainda Cartolas, Cachorro Grande, R.Sigma, o brega da "Sua Mãe" (banda do Vagner Moura), Maglore. São muitas. Let´s Rock

terça-feira, 12 de abril de 2011

Apanhador Só

Em uma época onde o rock que aparece na mídia é tão pobre é preciso recorrer ao cenário alternativo para se escutar uma música de qualidade. Sobre o rock contemporâneo isso é assunto para outro post e nem sei se tenho essa capacidade, mas pode ser que o próximo post do blog seja sobre as novas bandas.
Por hora venho divulgar uma excelente banda gaúcha chamada "Apanhador Só". Os caras fazem um som ao estilo Los Hermanos (há quem discorde). A banda foi uma das minhas maiores descobertas de 2010 junto da Esperanza Spalding do post anterior.
Os caras já tem um cd também intitulado "Apanhador Só",a cho que vale muito apena ser ouvido.
Vou parar de papo e mostrar um aperitivo da banda:
Bem me leve:

Um rei e o zé:

segunda-feira, 21 de março de 2011

Esperanza Spalding

Sou acostumado a escutar pelo menos um cd do artista que aqui indico, pra ter o mínimo de base pra dizer se é bom ou não e qual o estilo do artista, mas hoje quebro esse costume.
Estou escutando nesse exato momento a terceira música de Esperanza Spalding e só de escutar a primeira vi a qualidade musical dessa menina que tem um absurdo talento musical.
Segue aqui o jazz cantado em português por essa americana. Esse jazz foi uma das coisas mais bonitas que escutei nos últimos tempos.



Até a próxima!
Ah essa moça vai estar no dia 24 de setembro fazendo parceira com o grande Milton Nascimento no Rock in Rio. Estou me empolgando para ir nesse dia.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Diogo Poças

Primeiro post do ano e minha dica de hoje é o publicitário e músico Diogo Poças. Diogo é irmão da belíssima e talentosa cantora Céu. Acho que todos conhecem a Céu, caso não, vale a pena procurar o seu trabalho (talvez faça um post sobre ela futuramente).
A musicalidade dos dois vem de berço, o pai deles é maestro.
Sobre trabalho, Diogo Poças lançou seu cd entitulado "Tempo" ano passado. Foi um dos melhores discos que ouvi no ano junto ao da Luisa Maita que já comentei em outro post.

Segue abaixo os vídeos pra vocês conferirem com os próprios ouvidos. A primeira música é cantada em parceria com a irmã e a segunda foi a única que achei um clipe (sem ser do música de bolso, que já tá batido demais aqui. rs)



sábado, 4 de dezembro de 2010

Músicas que valem

Hoje venho destacar duas músicas que me tocaram recentemente. Não acho que as bandas autoras dessas músicas sejam geniais, mas as músicas que aqui postarei são fantásticas (na minha humilde opnião).
As músicas são "Tudo que sempre sonhei" do Pullovers e "Para abrir os olhos" do (ou seria da) Vanguart.
Vamos ao que importa, pois estou com preguiça de escrever e o que vale aqui são as músicas. E acho até que essa prática de escrever menos e colocar logo os vídeos vai ser mais costumeira aqui no blog, então acustumem-se.
Segue então os vídeos e as letras.


Tudo O que Eu Sempre Sonhei Pullovers
Sempre pensei que aconteceria, de criança,
Acreditava nos adultos que era só pagar pra ver...
Feio, meio assim desconfiado,
Perna em xis,Barrigudo, duvidando que eu conseguisse crescer...

Mesmo assim contudo o tempo foi passando,
E eu fui adiando mudo, os grandes dias que ia
conhecer,
Quem sabe amanhã, próximo ano?
Cebolinha com seus planos infalíveis ia me ensinar a
ser,

Forte, corajoso, bom de bola, um dos bonitos da
escola,
Muito embora eu nem fizesse questão...
Ainda bem que eu sou brasileiro,
Tão teimoso, esperançoso, orgulhoso de ser
penta-campeão...

Já que se eu fosse americano,
Pegaria uma pistola e a cabeça ia perder a razão...
Mataria quinze na escola,
Estouraria a cachola e apareceria na televisão...


E por fim, cresci de insulto em insulto,
Eu me vi como um adulto, culto, pronto pra o que
mesmo?
Já nem sei...

Olho e não encontro, penso se eu não fui um tonto,
De acreditar no conto do vigário que escutei...
Não tem carro me esperando, não tem mesa reservada,
Só uma piada sem graça de português...

Não tem vinho, nem champagne ou taça,
Só um dedo de cachaça e um troco magro todo
fim do mês...

Tudo o que eu sempre sonhei, tanto que eu consegui...
É tão bom estar aqui, quanto ainda está por vir?

Mais bobagem, quanta amargura,
Eu já sei que a vida é dura, agora é pura questão de
se acostumar,
Basta ter coragem e finura,
E o jogo de cintura, aprendi do dia-a-dia, bar em
bar...

Pra que reclamar se tem conhaque?
Se na tevê tem um craque, e o meu timão só entra pra
ganhar...
Pra que imitar Chico Buarque?
Pra que querer ser um mártir, se faz parte do momento
se entregar...

E por fim tem até namorada,
Bonitinha, educada, séria tudo que mamãe vive a
pedir,
Tem dedinho e também trepada,
E a consciência pesada a cada nova vontadinha que
surgir...

De outra mulher, de liberdade, de um amor de
verdade...
De poder fechar os olhos e sorrir...
Pensando que então, dali pra frente, seja qual for tua
idade,
O melhor ainda vai estar por vir...

Tudo o que eu sempre sonhei, tanto que eu consegui...
É tão bom estar aqui, quanto ainda está por vir?
Tudo o que eu sempre sonhei, tanto que eu consegui...
É tão bom estar aqui, eu sei..


Fica aqui também o endereço do myspace pra quem quiser conferir a música em melhor qualidade e conferir as outras músicas:
http://www.myspace.com/pullovers



Para Abrir Os Olhos Vanguart
Eu devo ir nao há mais sentido
Nos resta se juntar
Quem sou eu já nao importa
Nem nunca importou
O que importa é o que te quebra em duas cidades
O que importa é o que te deixa tão transfuso
O que é a dor eu nao entendo mas sinto apertar
E leve o meu peito nas madrugadas quando estou a navegar
Faz 40 dias que estou no meu barco a vela
Não me sinto tão sozinho eu tenho meus amigos
Só aparecem quando eu bebo
Só aparecem quando eu bebo
Só aparecem quando eu não sou eu
E hoje eu não sou eu

O que importa é o que te faz rachar as velas
O que importa é o que te faz abrir os olhos de manhã
Já é de manhã
Já é de manhã
Já é de manhã
Adeus
Já é de manhã
A estrada espera
Já é de manhã...

Segue também o myspace da banda:
http://www.myspace.com/vanguart

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

A onda (Die Welle)



Fugindo um pouco da música a divulgação de hoje é um filme. Trata-se do filme alemão "Die Welle" (A Onda, em português). Um filme que aborda de forma brilhante os problemas de uma autarquia, remetendo ao clássico enredo de nazismo presente em diversos filmes alemães.
Pra quem é professor de história o filme é perfeito em questão de didática. É um daqueles filmes que nos faz pensar questões que a gente sabe que existe, mas que simplesmente não são pensadas.

Segue uma ficha do filme e uma sinopse:

A Onda (Die Welle). 2008. Alemanha. Direção e Roteiro: Dennis Gansel. Elenco: Jürgen Vogel (Rainer Wenger), Frederick Lau (Tim Stoltefuss), Max Riemelt (Marco), Jennifer Ulrich (Karo), Christiane Paul (Anke Wenger), Jacob Matschenz (Dennis), Cristina do Rego (Lisa). Gênero: Drama, Thriller. Duração: 101 minutos. Baseado em livro de Todd Strasser.

Em pleno século XXI, onde a maioria dos países são democráticos e a tecnologia só garante cada vez mais a liberdade de expressão, seria possível um regime totalitário voltar das cinzas e se instalar em algum país, ignorando tudo o que a história nos ensinou?

Pois bem, é exatamente isso que o filme “A Onda” quer mostrar, como é fácil mobilizar um grupo de alunos jovens e organizá-los em um grupo com práticas totalitárias, independentemente do seu contexto econômico ou social.
A história acontece em uma escola da Alemanha atual, onde um aluno questiona seu professor sobre como era possível que durante o nazismo uma minoria controlava a maioria, matando milhares, sem ninguém perceber.

E para mostrar que o surgimento de um movimento assim é mais simples do que parece, ele começa a dar aulas utilizando, passo a passo, diferentes maneiras de disciplina e de seguir ordens. Após isso, ele cria uma comunidade, com símbolo e nome: Die Welle (A Onda) e de uma maneira assustadora, os alunos embarcam nessa “realidade criada”.

A experiência do professor excede a sala de aula e começa a sair do controle, terminando quase em tragédia quando uma das alunas começa a ser perseguida pelos seus colegas, por não concordar com “A Onda”.

O filme mostra, enfim, como é possível que uma pessoa, através de seu diálogo, acabe com a liberdade individual fazendo ressurgir um movimento totalitário.